quinta-feira, 28 de junho de 2018

Lembrete


1. Você está dando o seu melhor. Ninguém sabe como é viver com tantos tormentos na cabeça e mesmo assim, você não expõe isso para o mundo. 
2. Mas tudo bem mostrar para alguém, tudo bem ser fraca, tudo bem se você precisar de apoio. Não tem problema nenhum em ser essa pessoa que continua tentando e tentando mesmo tendo resultados ruins. 
3. Você sabe se cuidar e está trabalhando muito em deixar ser cuidada. Eu vejo isso, eu admiro, eu sei o quão difícil é e eu espero que continue.
4. A terapia e os remédios vão parecer demônios ocasionalmente. Você vai se virar contra eles, mas essa parte será apenas a de auto-destruição. Tem uma pessoa que vive e ressurge sempre dentro de você e eu queria manter apenas ela, mas todos somos sombra e luz. 
5. O amor é destino e construção, mas cuidado para não construir algo onde não há amor.
6. A felicidade não é algo extraordinário. Não são grandes sonhos que vão te dar a felicidade que você busca. Você pode deixá-la te encontrar todos os dias, em pequenos gestos que te darão energia para continuar.
7. Continue sendo sincera, mas pondere. Continue sendo direta, mas tenha precaução. A mania de sinceridade pode ofender alguém e eu vejo o quanto você tenta ser doce, mas até chocolate pode ser amargo.
8. Não tenha medo do novo. Manter pequenas tradições pessoais não é nada demais mas hesitar em frente à novas experiências pode ser causa de arrependimento. Eu sei que você prefere lidar com as consequências que ficar ansiosa ante à decisões, mas tenha calma. Ouça seu eu interior, independente de identificar se é o consciente ou inconsciente.
9. Você tem a terapia para te ajudar a resolver as coisas mais difíceis. Você tem uma percepção muito grande em relação à si mesma. Essas duas coisas combinadas podem te dar o autoconhecimento necessário para a felicidade ou a miséria. Você escolhe.
10. Seja luz. Esse é um adjetivo recorrente relacionado à você, e sabemos o motivo.

domingo, 1 de abril de 2018

Tratamento

Os remédios voltaram. A análise voltou. Eu não voltei.
Depois de seis meses eu senti que estava ficando louca. Fiz novos planos e procurei ajuda novamente, porque simplesmente é impossível viver com isso na cabeça. 
O psiquiatra e o analista são novos. Os remédios são novos, as dosagens, a linha da terapia. 
Durante o tempo sem tratamento eu ia piorando exponencialmente. Cada dia foi ficando pior até que uma enxaqueca de duas semanas me fez voltar à clínica. Nada mais funcionava, os analgésicos, os remédios diários, os intravenosos. Eu sabia que não era um problema do tipo um aneurisma: era só meu cérebro sendo devorado pela minha doença mental.
Os pensamentos de suicídio são muito efêmeros agora, os remédios agem desse jeito. Eu vejo uma notícia ruim e em dois segundos me distraio com um vídeo de filhotes. Eu me sinto mal mas logo passa e até dois dias atrás não conseguia chorar. 
O analista disse que eu não me cuido e não permito que as pessoas cuidem de mim; que isso é inviável pois ninguém vive completamente sozinho no mundo. Eu fiquei chateada porque sei que é verdade. 
Os encontros me amortecem por algumas horas. O sexo me adormece por uma noite. Conhecer pessoas novas e ter que explicar a minha vida só para justificar alguma coisa é sempre uma pontada a mais. E de manhã eu volto pra miséria que é ter que viver enquanto quero morrer.
Não deveria ser tão difícil. Com apoio, remédios, terapia, com cuidado de verdade. Mas a maior parte do tempo eu tenho que ser a pessoa que no final do dia está realmente sozinha e não tem a quem recorrer então eu não me vejo liberta disso tão cedo.
Supostamente eu não deveria estar aqui.Eu não fui descuidada, desesperada, eu não procurava atenção. Faz muito tempo que eu não me encaixo nesse mundo e eu não vejo sentido em continuar, então eu realmente só queria deixar de existir. Eu me sinto como uma fruta podre na árvore enquanto as outras amadurecem ou estão brilhanto em sua existência. 
Ninguém fala sobre isso. É como um segredo sombrio, um acontecimento pontual que hoje não faz mais diferença. Depois disso eu deveria aprender a viver afinal, eu estive quase do outro lado. Eu devo dar graças à ter sobrevivido e ficar feliz com a segunda chance.
Mas não é assim, nem de longe. Eu não tenho objetivos e caso eu crie alguma expectativa, a maior parte da minha cabeça vai me convencer que aquilo é inútil. Eu não escrevo mais poemas pois o homem que eu amava mal fala comigo e abdicou da chance de "cuidar" de mim. Eu trabalho e trabalho e mesmo assim, nada faz sentido.
Como você se recupera de uma vida de uma pura bagunça? Eu entendo como as pessoas se recuperam de acidentes, de relacionamentos abusivos, da perda dos pais, de não ter família, de não ter ninguém. Mas tudo ao mesmo tempo além das outras coisas, como é possível?
A verdade é que eu não me assusto quando as pessoas se afastam. Elas tem motivo. Eu não me relacionaria com alguém como eu, em nenhum sentido. 
Porém, se as pessoas se afastam quando encaram quem eu sou de verdade em toda sua angústia e sofrimento e inteligência, como o mundo imagina que eu esteja me sustentando? Talvez eles não pensem nisso.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Intoxicação medicamentosa intencional

No domingo, dia 27 de agosto, eu comecei a ter uma crise. Era de noite, eu estava sozinha (como sempre) e eu comecei a pensar sobre o tratamento que eu fiz até hoje. Faz quase 5 anos que eu procurei um psiquiatra pela primeira vez e desde então, eu nunca passei 6 meses estável e a medicação e os diagnósticos só foram piorando. O pensamento que sempre volta, que eu estou nisso há muito tempo e exausta, que eu precisava acabar com aquilo, estava ali.
Durante as minhas crises, eu evito qualquer contato com qualquer pessoa. Acontece que eu tive um término muito difícil esse ano, porque foi a primeira pessoa que presenciou minhas crises e com a qual eu me sentia segura e sempre procurava quando não conseguia me livrar desses pensamentos. Esse ano foi complicado porque parecia que eu estava namorando outra pessoa, principalmente depois que acabou: levou dois meses para ele conseguir me ligar. Eu tentei muito não entrar em contato com esses sentimentos, principalmente com esse recorrente abandono que acontece comigo quando eu tenho alguém, independente de quem seja. 
Nesse domingo, eu reuni meu estoque de remédios. Cartelas de medicamentos trocados, todos psiquiátricos, medicamentos que eu estava tomando, que eu acabara de receber da psiquiatra pois tive uma consulta durante a semana. Eu lembro de estar muito decidida. De repente, eu não tinha mais medo e era a única coisa que me parecia certa. Eu enviei uma mensagem para esse ex e como sempre, ele não me respondeu. Antes desse ano, ele me atenderia em qualquer situação. Não foi um agravante e eu francamente não esperava uma resposta, foi só uma tentativa em vão.
Eu falei com uma amiga que tentou me acalmar. Eu dormi, eu esperava que de manhã eu tivesse outros pensamentos. Eu não parei de chorar porque eu me acalmei, mas o remédio que eu tomava de noite me derrubava e foi isso que aconteceu. 
De manhã, eu não levantei para o trabalho. Nas segundas-feiras eu tenho terapia e eu até pensei em tomar os remédios e ir na terapia, mas fiquei com medo do que ela poderia fazer. Eu mandei uma mensagem para o meu ex com a senha do meu celular. Então perto do meio dia, eu levantei, juntei os meus remédios, tomei todos os antidepressivos mais leves. Eram uns 40 comprimidos, foi muito fácil. Eu tomei banho, me troquei e coloquei algo com o qual eu me sentia confortável, sequei meu cabelo. Arrumei minha bolsa: um livro pro tempo do efeito dos remédios, necessáire, carteira, um urso com o qual eu durmo, meus cigarros. Tomei os antipsicóticos mais fortes, 20 comprimidos, chamei um uber. Desci do prédio, fumei meio cigarro. O uber me deixou perto de um hospital que eu sempre vou. Sentei na calçada, fumei outro cigarro. Pensei em esperar dentro do hospital para que os remédios batessem porque eu não queria que isso acontecesse na rua - eu adiei para segunda-feira porque no domingo pensei que seria atacada na rua se estivesse nessa posição. 
Quando eu levantei do chão, todos os remédios fizeram efeito. Eu mal conseguia ficar em pé, eu não enxergava e eu não tinha coordenação nem conseguia falar. Assim que eu entrei no hospital, me colocaram numa cadeira de rodas e me levaram pra enfermaria. A médica de plantão me perguntou o que aconteceu e eu entreguei à ela um saquinho com todas as cartelas que tinha tomado. Ela me perguntou porque, eu disse que queria morrer, e apaguei. 
Depois disso eu só lembro de lapsos. Eu lembro que fui colocada numa sala, minha vó, irmã e tia estavam lá e eu não sabia como porque eu tinha retirado o telefone de contato delas do meu cadastro, eu não queria que elas fossem chamadas. Minha irmã tentou tirar o piercing do meu septo e eu não deixei, levei 5min para tirar sozinha porque minhas mãos não me obedeciam. Quando foram me transferir, estavam discutindo sobre quem iria comigo na ambulância, eu levantei e disse ninguém, e fui sozinha com um enfermeiro. Cada vez que eu acordava, me perguntavam quem eram e que dia era e isso me deixava muito brava porque eu não queria nenhuma delas ali.
Eu acordei quando estavam me colocando na UTI. Acordei quando foram colocar uma sonda em mim e chorei implorando para não fazerem isso por causa da dor. Acordei de noite, com a minha chefe segurando minha mão e chorando; eu pedi desculpa para ela. Ela me mostrou dois áudios, do meu primo e da filha dela, me desejando melhoras. Acordei com a enfermeira limpando minha boca várias vezes porque estava sangrando muito. 
Não lembro se me deixaram em jejum na segunda ou terça. Eu estava sem meus óculos, não tinha noção do tempo, mal conseguia falar. Eu lembro de sentir muita sede, os enfermeiros eram sempre muito educados comigo. Tiraram minha sonda e a dor foi pior. Me levaram para tomar banho e eu estava cheia de adesivos para evitar que a minha pele se machucasse, nas coxas, costas, ombros. Eu dormi muito e perdi várias refeições. Eu não sentia a dor quando colocavam ou tiravam acessos dos meus braços, eu apenas olhava e apagava de novo. Tomei duas injeções de anticoagulantes na barriga, a primeira na terça-feira, não senti; a segunda, na quarta-feira, doeu muito e deixou uma marca pior. 
Na quarta-feira eu consegui comer e ia ser transferida para um quarto. Pude lavar meu cabelo, tomar banho em pé, o soro era só soro. Eu ainda dormi muito, mas a minha consciência estava voltando. A psicóloga do hospital foi falar comigo e eu a odiei porque ela duvidou de tudo que eu disse. Fui para o quarto antes do jantar, por volta das 17h. Havia três dias que não pegava meu celular e quando o peguei, minha psicóloga foi me visitar. Eu honestamente não queria falar com ela. Ela me falou sobre falha de comunicação pelo que aconteceu, que ela se preocupava com o que eu fiz e que precisaríamos falar sobre isso. 
Eu tentei falar com meu ex sobre o que houve e tive muita raiva, eu esperava ser acolhida e nunca me senti menos amada. Eu falei com algumas poucas pessoas que estavam me procurando, sem explicar muito. Pedi para dois amigos me visitarem. 
Meu primo ficou comigo até o horário de visita acabar. Minha vó e minha tia também. Minha tia em deu uma joia por 'ter nascido de novo' e parece um pingente em forma de caixão. Minha irmã dormiu comigo nesse dia no hospital.
Eu não podia ficar sozinha, nunca. Eu era um perigo para mim mesma. O tempo todo, enfermeiras checavam minha pressão, batimentos, temperatura, soro. Minha irmã me disse que meu coração bateu 150 antes de ser transferida. O psiquiatra do hospital veio falar comigo e ele foi muito mais simpático que a psicóloga. Me perguntou o que eu estava lendo, o que eu senti, se eu pensava em internação psiquiátrica. Acontece que em maio eu fui parar em um pronto socorro psiquiátrico: eu queria morrer e estava com medo. Um amigo me levou e eu não podia simplesmente abandonar minha vida para ser internada, eu esperava que eles me dessem um calmante e me mandassem embora. 
Eu disse à ele o que eu sentia antes e o que sentia no momento: eu tenho um TCC para terminar e eu não posso ser refém dessa coisa na minha cabeça. Eu tenho uma vida e eu tenho feito de tudo para cuidar disso. Eu tomei os remédios, gastei o que não tinha para pagar a terapia 2x por semana, perdi aulas pra poder ir em psiquiatra. Eu estava cansada e eu queria acabar com isso, ou no caso, deixar isso acabar comigo logo. 
Na quinta-feira de manhã eu recebi alta. Só me liberaram depois do almoço, mas foi a primeira vez que eu pude fumar depois de segunda: esperando o uber. Mandei um e-mail para a psiquiatra pedindo um encaixe e explicando o que aconteceu. Marquei uma sessão de acupuntura. Minha chefe veio me visitar à noite, trouxe doces e coisas que eu gostava de comer. Todo mundo de repente se preocupava comigo e isso era um efeito que eu não queria e não esperava. Eu demorei muito para dormir, porque não tinha mais nenhum remédio para isso. Me recusei a tomar o ansiolítico. 

Toda vez que vou pegar no sono, tenho pesadelos terríveis. Não consigo dormir mais que 4h seguidas. Não me arrependo do que fiz e não tenho mais vontade de voltar aos remédios ou à terapia.

---

Isso foi escrito uma semana após o ocorrido. Sem edições e muita informação ainda não foi descrita.
Fazem seis meses e a dor permanece, a vontade também. Desisti da terapia, de médicos e remédios para a cabeça. Passei a acreditar um pouco menos em todos e um pouco mais em pessoas que se tornaram importantes na minha vida depois disso.
Ainda é complicado escrever sobre o jeito particular que você vive sua vida, seus medos, angústias, conquistas e amores, às vezes parece não ser tão interessante quanto o mundo à sua volta. É difícil se repetir e sofrer pela mesma coisa tantas vezes, chega a ser um pouco vergonhoso.
De qualquer modo, eu continuo. Isso entrou para os capítulos doloridos e extremos de mim mesma. 

domingo, 17 de dezembro de 2017

Poema 207

Repito à mim mesma todos os dias
“Tá tudo bem, vai passar”
Mesmo sabendo que me engano
Faz meses e a ferida não sara
Faz meses e o choro não para 
Faz meses e a dor não acalma

Organizei o meu amor e tormento em poemas 
Em histórias que me humanizavam 
Esperando que você pudesse entender 
Que não há sossego na minha mente
Que não sei como segui e sigo em frente 
Que mesmo no caos minha dedicação é inerente 

Não sei se a vida tem sentido e se deveria continuar 
Você me quebrou de muitos jeitos diferentes 
E ainda que a dor continue e eu aguente firme 
Não se passa um dia em que eu não sinta saudade 
Pra tentar a morte já não tenho mais coragem 
E a todo momento te lembro como uma miragem

domingo, 12 de novembro de 2017

Poema 206

Já se imaginou em um mundo em que eu não exista
No qual não haja lembranças pois não foram criadas 
Uma Terra sem mais uma alma aflita
Sem nenhuma partida ou chegada 

Um lugar onde nós nunca fomos amantes 
E promessas quebradas não chegaram a ser ditas
Onde nossos seres tão destoantes 
Simplesmente não se encontraram nesta vida 

Por um momento eu quis te apagar da minha memória 
Como se faz em filmes de romances frustrados 
Até perceber que não me arrependo da nossa história 
E sim de como acabamos tão machucados 
—-
É duro viver com a sua falsa presença 
E eu ainda sinto dor no coração a cada dia 
Mas um mundo somente com a tua ausência 
Não me traria alívio e sim agonia

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Poema 205

Do you know what it feels like when you remember him all the time 
Your heart is a knot and your eyes all always wet 
You can’t cope with how broken you are inside 
No sleep is enough for you to rest 
Do you know what it feels like when you can’t avoid 
The pain in your chest or the love
And you don’t have any other choice 
Than cry in the dark sitting alone 
Do you know what it feels like when you can’t take it anymore
A single mistake leads you into colapse 
And you wish you wouldn’t be so hard on your own 
Or had someone to hold at nigh at last 
Do you know what it feels like to be happy
Truly for the first time in your life 
And then you’re not allowed to have it 
Because even him couldn’t deal with your mind 
Do you know how it feels to be cared
I’m thinking about giving up on waiting 
And when does life begin to be fair 
I’m almost gone from fading 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Poema 204

I have wrote this before but maybe this time is for real 
Not that I truly believe it but I’m hopeful 
The wound you left is starting to heal
I can see other futures than waiting forever for you 

One day I may stumble upon this again 
I have the bad habit of hitting furnitures 
It will hurt the place for some days 
The truth is company wasn’t in our nature 

I suppose the love will ever exist 
It just doesn’t grow as before 
I can write endless about this 
But chasing after you no more

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Poema 203

I can't really look at my body now
I know I'm fucked up in the head
I'm almost insane and I don't know how
To stop crying and live instead
---
Maybe I'm not really interested
That's why I always think of suicide
I am a work who will never be completed
Because my mind doesn't work right
---
One day I'll have that courage
The one that made me go through so many pills
Meanwhile I lay alone in bed
Whishing the world wasn't real 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poema 202

Ninguém sente sua falta por sentir 
Eles lembram da tua boca na carne
Eles pensam nas canções antes de dormir
Eles querem e volta a tua vontade
---
Não há genuinamente um sentimento
Uma falta exata da sua essência
O espaço é somente do teu acalento
O constante ato de suprir a carência
---
Eles podem te dizer a palavra saudade
Mas só em você dói tanto
Você sente em demasia a verdade
E o superficial te deixa em prantos

domingo, 22 de outubro de 2017

Poema 201

Go on and write for him everyday 
Pour your feelings into words 
He will never talk to you the same way 
But you can’t keep hiding the love

Ignore the logic of truth
I know you’re tired of fighting your own 
Be careful to not lose your youth 
Justifying something that feels wrong

It can go away or stay forever 
In your dreams, your heart and thoughts 
I wouldn’t say to stop writing letters 
It’s not your fault he doesn’t appreciate you a lot