quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Poema 197

Eu vejo seus pedaços a cada relance na cidade 
Seja seu cabelo ou suas camisas 
De tudo que sinto sei o que não é de verdade 
Pois eu decorei as suas entrelinhas 
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Em muitas ocasiões eu me retraio e espero passar 
É uma angústia como uma coceira
Caso eu resista e evite olhar 
Posso evitar de me doer inteira 
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Às vezes eu deixo minar o choro 
Porque a falta machuca e pulsa
Então de noite quando quero teu colo 
Eu ouço de novo a linha da chamada muda